Moedas Romanas
O que é um follis
No fim do século III d.C., Diocleciano reorganizou o sistema monetário romano, introduzindo nova moeda de prata e uma peça de bronze de módulo maior com banho de prata, comumente designada follis na literatura numismática moderna — embora o nome antigo dessa denominação seja objeto de discussão.
Essa ressalva terminológica é relevante: o sistema tardio de bronze passou por sucessivas reformas, com denominações cuja nomenclatura moderna é convencional e nem sempre corresponde aos nomes antigos. Os catálogos costumam classificar essas peças por módulo, usando designações que indicam faixas de diâmetro — solução prática diante da incerteza terminológica.
No período bizantino, a denominação ganha uma característica visual que torna a identificação imediata: a marca de valor no centro do reverso. A letra M indica quarenta unidades; K indica vinte; I indica dez; E indica cinco. A leitura combina o numeral de valor, a marca de casa monetária no exergo e, em muitas emissões, o ano de reinado indicado ao lado do numeral.
Para o colecionador, o bronze bizantino é campo acessível, com peças de forte presença visual e preços moderados — o que faz do follis, ao lado do antoniniano, uma das denominações mais indicadas para quem está formando os primeiros exemplares de um acervo de moedas antigas.
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Referência: JORGE, Higor Vinicius Nogueira. Manual do colecionador de moedas: numismática grega, romana e brasileira: identificação, autenticidade, conservação e formação de acervos. 1. ed. [S.l.]: CodexNauta, 2026. ISBN 978-65-02-26375-4.