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Autenticidade

Como saber se uma moeda romana é autêntica

A avaliação de autenticidade de uma moeda antiga não depende de laboratório. Com lupa, balança, paquímetro, ímã e acesso à internet é possível organizar um exame consistente em cerca de quinze minutos — tempo real de que dispõe quem decide diante de um lote que fecha em minutos.

Medidas. Peso, diâmetro e espessura, comparados com a faixa esperada para a denominação. Peso acima do máximo esperado é sinal grave, porque o tempo remove metal e não o acrescenta. Peso muito abaixo sugere peça forrada, fundida ou de liga incorreta.

Ímã. Resposta magnética em peça que deveria ser de prata, cobre ou ouro encerra o exame.

Bordo. Passe a lupa por todo o perímetro procurando costura, rebarba alinhada, porosidade concentrada, marcas de lima e sinais de fechamento de furo. O bordo é a região que os falsificadores mais descuidam e a que os compradores menos olham.

Superfície sob luz rasante. Procure porosidade generalizada, bolhas, textura uniforme demais, cortes de ferramenta com bordas vivas e pátina de cor homogênea sem variação entre campo e relevo.

Estilo. Abra três ou quatro imagens de exemplares publicados do mesmo tipo, em acervos institucionais ou arquivos de leilão, e compare lado a lado: forma das letras, proporção do retrato, tratamento do cabelo, espessura dos traços. Peças modernas costumam ter letras uniformes demais e um ar de correção que a produção antiga não tinha.

Procedência. Pergunte ao vendedor a origem da peça e observe a qualidade da resposta. Se for peça certificada, consulte o número no banco de dados do serviço emissor e confira a imagem oficial.

É importante compreender que moedas antigas apresentam variações naturais de cunhagem — pequenas irregularidades, descentralizações e desgastes distintos entre exemplares do mesmo tipo. Essas particularidades decorrem da produção manual e não devem ser confundidas com indícios de falsificação.

Se algum ponto acender alerta e não houver tempo para resolvê-lo, a decisão correta é não comprar. Peças reaparecem; dinheiro perdido em falsificação não.

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Referência: JORGE, Higor Vinicius Nogueira. Manual do colecionador de moedas: numismática grega, romana e brasileira: identificação, autenticidade, conservação e formação de acervos. 1. ed. [S.l.]: CodexNauta, 2026. ISBN 978-65-02-26375-4.